À princípio, veio o temor de meramente repetir-se os clichês em voga no
mercado. No entanto, após várias discussões em grupo e reflexões individuais,
chegou-se a conclusão que a arquitetura em si, justifica-se na não agressão ao
meio que a envolve assim como na adequação da solução construtiva aos
condicionantes resultantes das necessidades advindas das tarefas assim como às
exigências do meio. Partindo-se deste raciocínio chegou-se a conclusão de que a
arquitetura quando elaborada de forma coerente e comprometida torna-se
naturalmente sustentável, pois não agride o meio natural dessa forma
preservando-o para as gerações futuras.
O edifício foi projetado com módulos de 7.2m x 7.2m baseados na dimensão ideal
para uma sala de aula. Outro pensamento derivou-se da observação dos edifícios
teresinenses. A arquitetura de Teresina encontra-se “despida” de qualquer
proteção contra a forte insolação característica desta zona.
O concurso pedia um edifício modelo que sirva em diferentes épocas do ano,
e em diferentes direções, sendo importante a criação de proteções diferenciadas
para diferentes implantações, considerando-se que a tipologia e o partido
arquitetônico exigem um edifício alongado, prevalecendo o direcionamento da
edificação no sentido norte-sul, ou leste-oeste. Com esse raciocínio pensou-se
em trabalhar com brises verticais e horizontais, contudo, quando o gráfico de
máscaras foi sobreposto à carta solar de Teresina percebeu-se que não haveria a
necessidade de brises verticais, tomando-se como referência o dia 22 de dezembro,
dia em que a fachada sul receberá uma insolação maior que em todos os outros
dias do ano. Considerando-se que várias escolas serão construídas pode-se
prever um benefício em grande escala.
Este trabalho foi uma parceria com os arquitetos Moises Luz e Nestor Castro, a vocês nosso agradecimentos.


