4.8.15

O processo criativo

Esta é a primeira postagem do blog com este novo título (mudamos de Singular para Estúdio 488) e também a primeira do ano. Durante este hiato de postagens, realmente fizemos projetos de diferentes tipologias, além de atuar no setor público e lecionar arquitetura. 
Percebemos que as pessoas (estudantes ou clientes) têm uma certa curiosidade em como é o processo criativo do arquiteto, por isso pretendemos mostrar através deste estudo preliminar residencial como surge o projeto. No nosso caso em particular existem etapas que normalmente se repetem:

I) O cliente chega com uma necessidade e UMA IDEIA;

Muitos pensam que a ideia surge do NADA, no entanto não acreditamos nisto. No escritório tentamos extrair ao máximo a imagem que o proprietário faz da sua construção através de uma longa conversa, exemplos e descrições.

II) IDENTIFICANDO OS CONDICIONANTES;

Após identificado os condicionantes (elementos que limitam e direcionam o partido arquitetônico: legislação, topografia, clima, entorno) o projeto já está a meio caminho de uma definição. Ou seja o projeto chega como um quebra-cabeça  que a ser montado pela equipe.

III) DEFININDO O PARTIDO ARQUITETÔNICO

Um dos primeiros croquis elaborados para uma residência .
Esta etapa é o início da materialização da ideia, o princípio de tudo, no nosso caso, o princípio da forma. É o momento mais lúdico do nosso processo criativo, onde são elaborados vários croquis, desenhos simplificados, elaborados de forma rápida cuja função é transmitir à outro membro da equipe, ou mesmo um cliente aquele "insight" criativo. Normalmente riscamos muito antes de conseguirmos definir forma e espaço.

IV) O DESENHO TÉCNICO

Apesar de ter uma qualidade plástica, o croqui não é capaz de transmitir com precisão os elementos essenciais para correta execução de uma obra de arquitetura. Por isso, após a definição do partido, e análise dos condicionantes, o projeto passa para uma fase puramente técnica, onde serão elaborados os desenhos que irão para os órgãos fiscalizadores e financiadores  (ex: prefeitura, corpo de bombeiros, bancos, dentre outros). Neste momento, o projeto já está quase no final, quase, porque como dizem os mestres da arquitetura, o projeto não acaba nunca.

V) A ENTREGA DO PROJETO

Maquete eletrônica resultado da evolução dos croquis.
Após a elaboração do desenho técnico, este é entregue ao cliente. Engana-se quem pensa que o trabalho do arquiteto acaba aqui, após a entrega ainda acontecem diversas visitas à obra, consultorias por telefone, visita aos órgãos competentes e outras alterações no projeto de arquitetura por motivos variados.





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Esta é a rotina do agora Estúdio 488, do antes Singular e dos arquitetos autores deste blog, esperamos matar a curiosidade de alguns e quem sabe inspirar outros.



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